quarta-feira, 10 de agosto de 2011

“uma caixinha de surpresas (?)”


Antes de começar uma discussão e, consequentemente, proferir qualquer clichê, vamos confessar: não vale a pena. Afinal, é futebol e, já me valendo do clichê, futebol não se discute. Isso todo mundo sabe, é proferido aos quatro cantos do mundo e estão aí as torcidas a nos provar: não há discussão para futebol, assim como não cabe discutir deus, ciência, religião, sexo, salário alheio, arte, política, ou, melhor dizendo, qualquer discussão sobre esses tópicos acaba se tornando, na verdade, um discussão sobre a posição ou preferência política, a posição ou preferência artística, a posição profissional ou preferência salarial, a posição ou preferência sexual, a posição ou preferência religiosa...
O absurdo que é discutir futebol, assim como qualquer uma das coisas citadas, é que, ao fim das contas, ele é, também, uma questão de posição ou preferência – entendam-me como for conveniente. Que fique bem claro, então: ninguém aqui vai discutir sobre futebol. Não, a idéia é outra. Nós vamos estudar o futebol, nós vamos participar do futebol, porque, meus caros amigos, futebol é um jogo e, nessa condição, ele deve ser analisado com frieza, intenção e pretensão. Por isso, por favor, não me venham discutir futebol, assim como não se discute tênis, banco imobiliário, xadrez, ou boliche.
Deixe-me ser bem sucinto, no que diz respeito à dinâmica desse espaço: a cada dia de jogo (vamos colocar dessa forma, porque, além de mais corrente, inclui jogos que não são do campeonato brasileiro e, portanto, não se organizam sob a mesma idéia de rodada) nós, sérios espectadores, analíticos como somos, vamos eleger, cada um, uma peleja diferente.
E a porca vai torcer o rabo: empunhados com um conhecimento amplo, sabedoria técnica e o bom senso que só se encontra aqui no Brasil, nós iremos postar e comentar, buscando sempre um objetivo único: fazer a aposta certa quando os gringos chegarem, em 2014.

Desde já agradecidos,

O novo escrete.